A Polícia Federal intensificou o combate ao uso de dinheiro ilícito em campanhas eleitorais, alcançando a marca de R$ 43 milhões apreendidos em espécie nos últimos dez anos. O volume de confiscos atingiu um recorde histórico em 2024, com R$ 28,6 milhões retirados de circulação, evidenciando a persistência do caixa 2 no cenário político brasileiro. Os estados do Rio de Janeiro, Pará e Amazonas lideram as estatísticas, concentrando quase metade dos valores totais encontrados pelas autoridades. As investigações indicam que esses recursos provêm, em grande parte, de fraudes em licitações e desvios de verbas públicas. Segundo especialistas, o aporte ilegal em campanhas não apenas desequilibra a disputa eleitoral, mas estabelece um ciclo de corrupção sistêmica, onde os eleitos buscam recuperar o capital investido por meio de novos desvios durante a gestão pública.
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