Maioria das cidades brasileiras carece de planos contra calor extremo
Estudo revela que 66% dos municípios brasileiros não possuem estratégias estruturadas para enfrentar o aumento das temperaturas extremas.
Pontos principais
- 66% das cidades analisadas não iniciaram ou estão apenas começando a elaborar planos de adaptação ao calor.
- Apenas 42% dos municípios utilizam sistemas de informações geográficas para mapear riscos térmicos.
- O calor extremo causou cerca de 50 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2020, superando óbitos por enchentes e deslizamentos.
- A previsão de um 'Super El Niño' em 2026 eleva a urgência por políticas públicas de resiliência urbana.
Um levantamento recente aponta que a maioria das cidades brasileiras ainda não possui planos de ação estruturados para mitigar os impactos do calor extremo, um desafio que se tornou prioritário devido ao aumento das temperaturas globais. Atualmente, as iniciativas locais concentram-se quase exclusivamente em soluções baseadas na natureza, como a arborização, enquanto estratégias avançadas de resfriamento passivo em edifícios permanecem raras. A falta de preparação é preocupante, dado que o calor extremo foi responsável por cerca de 50 mil mortes no país entre 2000 e 2020, um número superior ao de fatalidades causadas por enchentes ou deslizamentos. Com a possível ocorrência de um 'Super El Niño' em 2026, especialistas alertam para a necessidade urgente de diagnósticos precisos e estratégias de financiamento para fortalecer a resiliência urbana diante da crise climática.
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