Estudo revela que 66% dos municípios brasileiros não possuem estratégias estruturadas para enfrentar o aumento das temperaturas extremas.
Um levantamento recente aponta que a maioria das cidades brasileiras ainda não possui planos de ação estruturados para mitigar os impactos do calor extremo, um desafio que se tornou prioritário devido ao aumento das temperaturas globais. Atualmente, as iniciativas locais concentram-se quase exclusivamente em soluções baseadas na natureza, como a arborização, enquanto estratégias avançadas de resfriamento passivo em edifícios permanecem raras. A falta de preparação é preocupante, dado que o calor extremo foi responsável por cerca de 50 mil mortes no país entre 2000 e 2020, um número superior ao de fatalidades causadas por enchentes ou deslizamentos. Com a possível ocorrência de um 'Super El Niño' em 2026, especialistas alertam para a necessidade urgente de diagnósticos precisos e estratégias de financiamento para fortalecer a resiliência urbana diante da crise climática.
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