Governo Lula descarta rejeitar indicação de Daniel Perez por ideologia, apesar do desconforto diplomático causado pela falta de consulta prévia.
A decisão do governo de Donald Trump de indicar Daniel Perez como embaixador no Brasil sem o protocolo de consulta prévia gerou desconforto no Itamaraty. A prática do agrément, que consiste na solicitação formal de concordância do país anfitrião antes do anúncio, foi ignorada, levantando preocupações sobre a relação bilateral. Integrantes do governo Lula temem que o indicado, um parlamentar republicano da Flórida e apoiador da pauta MAGA, possa atuar politicamente no cenário eleitoral brasileiro.
Apesar do incômodo, o governo brasileiro sinalizou que não pretende rejeitar a nomeação por motivos ideológicos. O Planalto aguarda a solicitação formal de agrément para dar início à análise técnica do currículo de Perez. Atualmente, a embaixada dos EUA em Brasília é chefiada por um encarregado de negócios, visto que o posto de embaixador permanece vago desde janeiro de 2025.
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