O governo dos EUA indicou Daniel Perez como embaixador no Brasil sem o 'agrément' formal, provocando tensões diplomáticas com o governo Lula.
A decisão do governo de Donald Trump de indicar Daniel Perez como embaixador no Brasil sem o protocolo de consulta prévia gerou desconforto imediato no Itamaraty. A prática do 'agrément', que consiste na solicitação formal de concordância do país anfitrião antes do anúncio oficial, é um pilar da diplomacia internacional que foi ignorado neste caso. Integrantes do governo Lula veem o episódio como um possível sinal de hostilidade por parte do Departamento de Estado norte-americano, levantando questionamentos sobre a futura relação bilateral.
Além da quebra de protocolo, o governo brasileiro demonstra cautela quanto às intenções políticas da nomeação. Há receios de que o novo embaixador possa utilizar sua posição para influenciar as próximas eleições gerais no Brasil, possivelmente favorecendo figuras da oposição. O governo brasileiro agora avalia se concederá o aval necessário, enquanto o trâmite legislativo nos EUA pode adiar a chegada de Perez ao país.
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