Durante o Fórum Jurídico de Lisboa, o jornalista Thomas Friedman criticou o modelo de negócios das redes sociais, descrevendo-as como ferramentas que priorizam a raiva e a provocação em detrimento da verdade. Segundo Friedman, esse cenário tem corroído as democracias ao redor do mundo, com o Brasil sendo apontado como um caso emblemático de polarização extrema alimentada por essas plataformas. Além do impacto social, o autor destacou os riscos existenciais da inteligência artificial, classificando a tecnologia como uma nova espécie com capacidade de autonomia. Para mitigar os riscos dessa transformação histórica, Friedman defende a criação de um acordo ético urgente entre Estados Unidos e China. Ele alertou que, sem uma colaboração internacional robusta, nações como o Brasil correm o risco de serem excluídas das decisões que moldarão a nova ordem digital global.
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