Assessor especial da Presidência alerta que o controle da IA por poucas empresas ameaça a soberania nacional e a estabilidade democrática.
Durante a Conferência de Segurança Internacional do Forte, em Portugal, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu uma atuação mais firme dos Estados na regulação da inteligência artificial. Segundo o embaixador, a concentração do desenvolvimento tecnológico nas mãos de poucas empresas agrava desigualdades globais e coloca em risco a soberania nacional e os sistemas democráticos. Amorim enfatizou que a resiliência cibernética é fundamental para a proteção de dados estratégicos contra ameaças externas.
Além dos impactos econômicos e políticos, o assessor manifestou preocupação com o uso ético da tecnologia em conflitos armados. Ele criticou o avanço de armas autônomas impulsionadas por IA, apontando o dilema moral da aplicação de força letal sem intervenção humana direta. O posicionamento reforça a agenda do governo brasileiro em prol de uma governança global que limite o poder das big techs e garanta a segurança digital.
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