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Celso Amorim defende regulação global da inteligência artificial

Assessor especial da Presidência alerta para riscos da concentração da IA e a marginalização de outras regiões na disputa entre EUA e China.

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Foto: SCMP - China
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16/06 às 12:45 · atualizado 20:03

Pontos principais

  • Celso Amorim afirmou que a concentração da IA em poucas corporações amplia desigualdades e ameaça a soberania nacional.
  • O embaixador destacou que a corrida tecnológica tornou-se um embate bipolar entre EUA e China, marginalizando Europa e América Latina.
  • Amorim defendeu que Estados devem manter poder regulatório sobre big techs e controlar recursos estratégicos como dados e terras raras.
  • O assessor criticou o desenvolvimento de armas autônomas impulsionadas por IA devido aos dilemas morais da força letal sem intervenção humana.
  • As declarações foram feitas durante conferências de segurança internacional realizadas em Portugal e no Rio de Janeiro.

Durante eventos recentes de segurança internacional, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu uma atuação mais firme dos Estados na regulação da inteligência artificial. Segundo o embaixador, a concentração do desenvolvimento tecnológico nas mãos de poucas empresas agrava desigualdades globais e coloca em risco a soberania nacional. Amorim alertou que a corrida pela IA consolidou um embate bipolar entre Washington e Pequim, deixando regiões como a América Latina e a Europa em posição de espectadores, enquanto disputam o controle de dados e terras raras.

Além dos impactos econômicos e geopolíticos, o assessor manifestou preocupação com o uso ético da tecnologia em conflitos armados. Ele criticou o avanço de armas autônomas, apontando o dilema moral da aplicação de força letal sem intervenção humana direta. O posicionamento reforça a agenda brasileira por uma governança global que limite o poder das big techs e garanta a segurança digital.

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