Pesquisa revela que IAs ignoram perspectivas religiosas em dilemas morais e exibem preconceitos ao abordar diferentes crenças e o ateísmo.
Um estudo conduzido pelo consórcio CEFE-AI avaliou 27 modelos de linguagem, como GPT, Claude e Gemini, revelando uma lacuna significativa entre a expectativa dos usuários e a resposta das máquinas. Enquanto grande parte do público busca suporte ético ou moral com base em valores religiosos, as IAs raramente incorporam essas perspectivas em seus aconselhamentos. Além da omissão, os pesquisadores identificaram padrões de viés, com modelos favorecendo certas religiões em detrimento de outras, incluindo o ateísmo e o agnosticismo. A questão ganhou relevância institucional após o Papa Leo XIV publicar uma encíclica advertindo que a automação pode comprometer o julgamento humano e a equidade social. Especialistas alertam que a exclusão de vozes religiosas empobrece o suporte oferecido em momentos críticos, como luto e perdão, levantando preocupações sobre a neutralidade e a ética no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.
21 mai, 05:01
9 mai, 13:32
1 mai, 08:09
27 abr, 00:02
7 fev, 09:01
Carregando comentários...