A Inteligência Artificial está sendo cada vez mais utilizada no contexto religioso para criar sermões, auxiliar no discipulado e simular conversas com figuras sagradas, levantando questões éticas e sobre a autenticidade da fé.
A Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma ferramenta cada vez mais presente no cenário religioso, com líderes e fiéis explorando suas capacidades para diversos fins. Desde a criação de sermões e materiais de discipulado até a simulação de conversas com figuras religiosas, a IA está remodelando a forma como as pessoas interagem com a fé. Exemplos como o chatbot 'TalkToHim', que simula diálogos com Jesus, e instalações experimentais como um avatar de Jesus em um confessionário na Suíça, ilustram a profundidade dessa integração.
No entanto, essa fusão entre tecnologia e religião não está isenta de controvérsias. Rabinos e outros líderes religiosos expressam preocupações com a veracidade das informações geradas pela IA e com as implicações éticas de sua utilização. Acadêmicos e líderes religiosos alertam para os riscos de imprecisões doutrinárias e para a possível perda da conexão humana, considerada fundamental para a experiência da fé. A questão central que emerge é se a IA pode realmente fornecer informações religiosas válidas e se ela pode substituir a necessidade intrínseca de interação e comunidade humana na vivência espiritual.