A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a Copa do Mundo de 2026 movimentará R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, um avanço real de 6,5% em relação à edição de 2022. O cenário econômico, marcado por um mercado de trabalho aquecido e inflação sob controle, sustenta as expectativas de crescimento. No entanto, a dinâmica de consumo mudou: o encarecimento do crédito tem desestimulado a aquisição de bens duráveis, como televisores, cujas vendas estão 15,6% abaixo do patamar registrado há quatro anos, mesmo com a redução de 18,9% no preço médio dos aparelhos. Como resultado, o faturamento deve se concentrar majoritariamente no setor de supermercados e hipermercados, com os consumidores priorizando gastos com alimentos e bebidas para acompanhar o torneio, em vez de investir em eletrônicos de alto valor.
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