Crescimento do PIB e alta do petróleo por conflito entre EUA e Irã levam ex-presidente do BC a prever ritmo mais lento na redução da Selic.
O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, avalia que a trajetória de queda dos juros no Brasil deve perder fôlego diante de um cenário econômico mais complexo. O crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre de 2026, embora positivo, ocorre simultaneamente a pressões inflacionárias externas, agravadas pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impacta diretamente o preço do petróleo. Segundo Loyola, a combinação de uma economia aquecida com riscos geopolíticos limita a margem de manobra da autoridade monetária. Além dos fatores externos, a fragilidade fiscal do governo brasileiro permanece como um obstáculo estrutural. O uso de subsídios aos combustíveis, embora adotado como medida de curto prazo, é visto pelo economista como uma estratégia que gera distorções de mercado e eleva o custo fiscal, dificultando uma política monetária mais agressiva para estimular o crescimento.
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