A comunidade de São Tomé do Paripe, em Salvador, completa 100 dias sob os efeitos de uma grave contaminação química que paralisou a economia local e comprometeu a saúde pública. A presença de metais e compostos nitrogenados na orla tornou a região imprópria para o uso, afetando diretamente a subsistência de pescadores e marisqueiros. O Ministério Público aponta que cerca de 10,7 mil moradores sofrem com os danos, enquanto um impasse judicial persiste entre as empresas Intermarítima e Gerdau sobre a responsabilidade pelo desastre. A situação é tratada por lideranças locais como um caso de racismo ambiental, dada a vulnerabilidade da população majoritariamente negra atingida. Órgãos de controle articulam ações para exigir medidas emergenciais de remediação e assistência financeira às famílias, enquanto a Prefeitura de Salvador alega limitações jurisdicionais por se tratar de uma área sob gestão da União.
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