Contaminação em São Tomé do Paripe completa 100 dias sem solução
Moradores de Salvador enfrentam há 100 dias contaminação química na praia que inviabiliza a pesca e afeta a saúde de mais de 10 mil pessoas.
Pontos principais
- A contaminação por metais e compostos nitrogenados tornou a praia de São Tomé do Paripe imprópria para banho e pesca.
- O Ministério Público estima que 10,7 mil pessoas foram diretamente impactadas pelo desastre ambiental.
- Há um impasse jurídico sobre a responsabilidade pelo vazamento entre as empresas Intermarítima e Gerdau.
- Lideranças locais e o Ministério Público classificam o caso como racismo ambiental devido ao perfil demográfico da comunidade.
A comunidade de São Tomé do Paripe, em Salvador, completa 100 dias sob os efeitos de uma grave contaminação química que paralisou a economia local e comprometeu a saúde pública. A presença de metais e compostos nitrogenados na orla tornou a região imprópria para o uso, afetando diretamente a subsistência de pescadores e marisqueiros. O Ministério Público aponta que cerca de 10,7 mil moradores sofrem com os danos, enquanto um impasse judicial persiste entre as empresas Intermarítima e Gerdau sobre a responsabilidade pelo desastre. A situação é tratada por lideranças locais como um caso de racismo ambiental, dada a vulnerabilidade da população majoritariamente negra atingida. Órgãos de controle articulam ações para exigir medidas emergenciais de remediação e assistência financeira às famílias, enquanto a Prefeitura de Salvador alega limitações jurisdicionais por se tratar de uma área sob gestão da União.
Comentários
Carregando comentários...
