A prática da tatuagem na Coreia do Sul atravessa uma mudança significativa, deixando para trás décadas de marginalização jurídica. Historicamente, o país impunha leis rígidas que permitiam a realização de tatuagens apenas por profissionais com formação médica, o que forçou milhares de artistas a operarem na clandestinidade sob o risco constante de multas pesadas e detenções. Essa barreira legal, contudo, não impediu o florescimento de uma cena artística vibrante, que agora ganha maior visibilidade e aceitação social. A transição reflete uma mudança mais ampla nos valores culturais sul-coreanos, onde a tatuagem deixa de ser associada exclusivamente a atividades ilícitas para ser valorizada como uma forma legítima de expressão individual. O movimento marca um passo importante para a profissionalização do setor e para a liberdade criativa no país, que começa a alinhar suas práticas sociais aos padrões globais de arte corporal.
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