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Coreia do Norte amplia execuções por cultura estrangeira, diz ONG

Um relatório da ONG Transnational Justice Working Group (TJWG) revela um aumento de quase 250% nas condenações à morte na Coreia do Norte desde 2020 por crimes relacionados à cultura estrangeira e religião.

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Foto: G1 Mundo
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05/05 às 15:02

Pontos principais

  • A ONG Transnational Justice Working Group (TJWG) denunciou um aumento significativo nas execuções na Coreia do Norte por acesso e divulgação de cultura estrangeira, religião e "superstição".
  • Entre janeiro de 2020 e meados de dezembro de 2024, 153 pessoas foram condenadas à morte, um aumento de quase 250% em comparação com o período anterior ao fechamento das fronteiras.
  • As condenações à morte por cultura, religião e "superstição" saltaram de 7 para 38 no mesmo período, indicando uma mudança no foco da repressão do regime.
  • Especialistas apontam que o regime de Kim Jong-un utiliza a força letal para garantir lealdade e reprimir o descontentamento, apesar da circulação de conteúdo estrangeiro.
  • Ativistas criticam a proibição da Coreia do Sul de enviar balões com informações para o Norte, considerando-a um "grande erro" que favorece o regime de Pyongyang.

A Coreia do Norte tem intensificado a repressão contra o acesso e a disseminação de cultura estrangeira, religião e "superstição", resultando em um aumento acentuado nas execuções. Um relatório da ONG Transnational Justice Working Group (TJWG) aponta que, entre janeiro de 2020 e meados de dezembro de 2024, 153 pessoas foram condenadas à morte, representando um crescimento de quase 250% em relação ao período anterior ao fechamento das fronteiras. As condenações especificamente relacionadas a cultura, religião e "superstição" subiram de 7 para 38 no mesmo intervalo, evidenciando uma mudança no foco da repressão do regime.

Especialistas indicam que o regime de Kim Jong-un emprega a força letal para assegurar a lealdade e conter o descontentamento da população. A repressão visa impedir que os norte-coreanos obtenham informações externas que possam expor as falhas do regime e incitar o livre pensamento. Ativistas criticam a proibição da Coreia do Sul de enviar balões com informações para o Norte, argumentando que tal medida beneficia o regime de Pyongyang ao limitar o acesso da população a fontes de informação independentes.

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