O retorno do El Niño, agravado pelas mudanças climáticas, consolidou-se como um fator de risco significativo para a estabilidade da economia global. O fenômeno climático tem provocado alterações severas que impactam diretamente a produtividade agrícola, com setores como o de cacau já enfrentando inflação acentuada devido a quebras de safra. Além do impacto nos alimentos, o calor extremo eleva a demanda por refrigeração, pressionando o mercado de energia e podendo desviar cargas de gás natural liquefeito da Europa para a Ásia. Em países como a China, a queda na geração hidrelétrica força a dependência maior de carvão e gás, elevando os custos operacionais. Especialistas alertam que o El Niño atua como um multiplicador de riscos, complicando o controle inflacionário em um planeta já sob estresse térmico decorrente da queima de combustíveis fósseis.
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