A trajetória da esquerda na Colômbia permanece como um elemento central no debate político do país. Durante décadas, a associação de movimentos de esquerda com grupos armados, como as Farc e o ELN, dificultou sua consolidação institucional, um cenário agravado pela transição dessas organizações para o controle de rotas do narcotráfico. Esse histórico permitiu que lideranças de direita, notadamente sob o governo de Álvaro Uribe, construíssem uma narrativa baseada no combate rigoroso à segurança, que moldou o imaginário eleitoral por anos.
Com a assinatura do acordo de paz em 2016, a esquerda conseguiu transitar para a política formal, culminando na eleição de Gustavo Petro. Contudo, a persistência da violência urbana e a atuação de grupos dissidentes mantêm a segurança pública como o tema central das eleições atuais. O eleitorado colombiano avalia agora o legado dessa transição, equilibrando as pautas de mudança social com a demanda por estabilidade e controle da criminalidade.
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