A estreia da Compass na B3, que captou R$ 3,2 bilhões, não foi suficiente para impulsionar uma nova onda de IPOs no mercado brasileiro. O desempenho desfavorável das ações desde o lançamento contribuiu para manter o apetite dos investidores contido, em um cenário marcado por volatilidade e incertezas fiscais e políticas. A saída de R$ 11,8 bilhões de capital estrangeiro da bolsa em maio reforça a cautela do mercado, que ainda avalia os impactos dos juros elevados e das tensões geopolíticas globais. Especialistas indicam que a retomada das aberturas de capital exige maior estabilidade macroeconômica e previsibilidade política. O histórico recente de IPOs entre 2020 e 2021, onde a maioria das empresas não entregou retornos positivos, também pesa na tomada de decisão dos investidores, que agora aguardam sinais de melhora em setores defensivos como energia e infraestrutura.
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