O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que as tensões geopolíticas superaram outros fatores como o principal risco para a estabilidade financeira global. Segundo o dirigente, a combinação de incertezas políticas com valuations elevados nos mercados financeiros torna o sistema vulnerável a correções bruscas, especialmente se conflitos como o envolvendo o Irã persistirem. Além da geopolítica, o BCE monitora com cautela o setor de crédito privado, citando preocupações com a falta de transparência e os níveis de alavancagem. Apesar dos alertas, o BCE ressaltou que o sistema financeiro europeu demonstrou resiliência diante de múltiplos choques nos últimos oito anos. A autoridade monetária mantém uma postura cautelosa, condicionando futuras decisões sobre juros à análise contínua de novos dados econômicos, sem sinalizar uma trajetória definida para a política monetária.
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