A Petrobras reduziu em 5,2% o preço da gasolina para distribuidoras, a primeira queda do ano, com potencial de aliviar a inflação, embora o valor ainda esteja acima da paridade internacional.
A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, a partir desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026. Esta é a primeira alteração de preço do combustível no ano, diminuindo o valor médio para R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14. Desde dezembro de 2022, a gasolina acumula uma redução de R$ 0,50 por litro, totalizando 26,9% de queda considerando a inflação. A decisão, embora esperada pelo mercado, ocorre em um cenário de valorização do real e queda do preço do petróleo internacional.
Analistas de mercado veem a medida como um alívio para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no curto prazo. A Warren Investimentos, por exemplo, projeta um impacto negativo de 0,08% no IPCA, revisando a projeção anual de inflação para 4,40%. No entanto, especialistas alertam que o repasse integral da redução ao consumidor final nem sempre acontece, já que o preço nas bombas inclui outros custos como frete, mistura com etanol, impostos e a margem de lucro dos postos e distribuidoras. A Petrobras esclarece que seus preços representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores.
Mesmo com a redução, os preços da gasolina praticados pela Petrobras ainda permanecem acima da paridade de preços internacionais (PPI), com estimativas variando entre 5% e 8%, segundo a Abicom e o Goldman Sachs. Essa defasagem levanta discussões sobre a política de preços da estatal e seu impacto no mercado de combustíveis, com alguns analistas sugerindo que a Petrobras pode estar perdendo espaço para importadores. Enquanto isso, os preços do diesel para as distribuidoras foram mantidos inalterados, acumulando uma redução de 36,3% desde dezembro de 2022. A decisão da Petrobras pode influenciar também as cotações do etanol, preservando sua competitividade no mercado interno.
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