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Núcleo do PCE nos EUA sobe 0,2% em abril e sinaliza desinflação

O núcleo do PCE avançou 0,2% em abril, indicando um início de desinflação apesar da pressão persistente de energia e gastos corporativos.

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Foto: InfoMoney
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28/05 às 10:46 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O núcleo do PCE subiu 0,2% no mês e 3,3% em 12 meses, enquanto o índice cheio atingiu 3,8% no acumulado anual.
  • A alta nos preços da gasolina, impulsionada pelo conflito no Estreito de Ormuz, permanece como o principal fator de pressão inflacionária.
  • Economistas apontam que a estagnação da renda pessoal e a queda na taxa de poupança podem moderar a demanda e auxiliar no processo desinflacionário.
  • O Morgan Stanley projeta a inflação do núcleo do PCE em 2,9% para o final de 2026, mantendo cautela sobre a manutenção dos juros elevados.

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos subiu 0,2% em abril, ficando ligeiramente abaixo das projeções e sugerindo um início de desinflação, embora o índice cheio tenha atingido 3,8% na base anual. O cenário é marcado pela persistência de preços elevados em serviços e habitação, além do impacto direto da alta de 12,3% nos preços da gasolina devido às tensões no Estreito de Ormuz. Adicionalmente, novas tarifas comerciais e o elevado volume de gastos corporativos em inteligência artificial continuam a pressionar a métrica preferida pelo Federal Reserve.

Apesar da inflação ainda estar distante da meta de 2%, analistas observam que o surto inflacionário mais agudo começa a ceder. Fatores como a estagnação da renda pessoal e a redução na taxa de poupança dos consumidores americanos podem atuar como moderadores da demanda nos próximos trimestres. O mercado, contudo, mantém cautela, com expectativas de que os juros permaneçam elevados por mais tempo. Esse contexto econômico impõe desafios à gestão de Donald Trump, gerando desgaste político às vésperas das eleições de meio de mandato e complicando a agenda legislativa do governo perante o Congresso.

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