O fluxo de capital estrangeiro para a América Latina apresentou retração ao longo de 2026, pressionado por uma rotação global de ativos em direção ao setor de tecnologia. Embora o Brasil continue sendo o principal destino de investimentos na região, representando 5,35% das alocações em mercados emergentes, a composição das carteiras tem passado por mudanças estruturais. O setor financeiro, historicamente relevante, perdeu espaço para empresas do segmento de energia, como Petrobras, Vista e PRIO, que registraram aumento no interesse dos investidores. Diante desse cenário, o Itaú BBA sugere que investidores adotem estratégias defensivas, priorizando o setor de utilities no Brasil e aproveitando janelas de volatilidade para realizar compras táticas de papéis bancários. A tendência reflete a busca por maior rentabilidade em mercados desenvolvidos, impactando diretamente a liquidez na América Latina.
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