Um inquérito público em curso no Reino Unido trouxe à tona evidências de que o governo do Afeganistão protestou formalmente contra a atuação das forças especiais britânicas (SAS) em 2011. Documentos apresentados revelam que o então presidente afegão manifestou preocupação direta aos comandantes da OTAN, citando o alto número de baixas civis decorrentes de operações noturnas e incursões militares. A insatisfação foi tamanha que unidades militares afegãs parceiras chegaram a recusar a colaboração com os britânicos a partir daquele ano, sinalizando um desgaste profundo na confiança entre as forças aliadas. Atualmente, a investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte de até 80 pessoas, analisando se houve excessos ou violações das regras de engajamento por parte do SAS durante o conflito. O caso destaca as tensões diplomáticas e operacionais enfrentadas pelas tropas estrangeiras durante a ocupação do país.
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