A Câmara dos Deputados do México aprovou uma emenda constitucional que autoriza a anulação de processos eleitorais caso seja comprovada interferência estrangeira. A nova legislação classifica como interferência práticas como financiamento ilícito, manipulação digital, desinformação e pressões econômicas ou políticas sobre o eleitorado. A proposta, defendida pela presidente Claudia Sheinbaum como um mecanismo essencial para resguardar a soberania nacional contra influências externas, foi aprovada com 307 votos favoráveis e 128 contrários, seguindo agora para votação no Senado. Paralelamente, os parlamentares também aprovaram uma medida que veda a candidatura de indivíduos com vínculos comprovados ao crime organizado. Críticos da emenda alertam que a definição ampla de interferência pode ser utilizada pelo governo como uma ferramenta política para invalidar resultados eleitorais que não sejam favoráveis ao partido no poder, gerando preocupações sobre a integridade democrática no país.
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