Riscos geopolíticos e baixos estoques globais mantêm pressão de alta no petróleo, ameaçando a inflação mundial nos próximos 18 meses.
Apesar do avanço nas negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, especialistas alertam que o mercado de petróleo permanece sob risco de novas altas. A complexidade do conflito no Oriente Médio, exemplificada pelo posicionamento de minas iranianas no Estreito de Ormuz, cria uma incerteza estrutural que pode comprometer o escoamento da commodity. Além da instabilidade geopolítica, o cenário é agravado pelos baixos níveis das reservas estratégicas globais, que limitam a capacidade de resposta a choques de oferta. Essa dinâmica pressiona os custos energéticos e deve manter a inflação global em patamares elevados pelos próximos 12 a 18 meses. O impacto desse cenário é sentido diretamente na economia dos Estados Unidos, gerando reflexos fiscais e inflacionários que se propagam para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
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