Daily Journal
Daily Journal

Fundo de paz da gestão Trump em Gaza não possui recursos

O Conselho da Paz para Gaza enfrenta impasse financeiro e falta de transparência, com saldo zero apesar de promessas de 17 bilhões de dólares.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
27/05 às 01:34 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O fundo oficial administrado pelo Banco Mundial para a reconstrução de Gaza permanece sem aportes financeiros.
  • Promessas de doações internacionais somam 17 bilhões de dólares, mas a estrutura enfrenta um limbo jurídico e político.
  • A exigência de 1 bilhão de dólares por assento permanente no conselho foi rejeitada por diversos países.
  • Contribuições menores estão sendo processadas fora do mecanismo formal do Banco Mundial, por meio de uma conta no JPMorgan.
  • O Departamento de Estado dos EUA condiciona o repasse de 50 milhões de dólares à implementação de sistemas de governança.
  • A ausência de transparência e a gestão discricionária dos recursos afastaram aliados internacionais.
  • Estimativas da ONU e do Banco Mundial indicam que a reconstrução de Gaza exigirá cerca de 71,4 bilhões de dólares na próxima década.

O Conselho da Paz para Gaza, iniciativa lançada pela administração do presidente Donald Trump, enfrenta um impasse financeiro severo. Embora existam promessas de doações internacionais que somam 17 bilhões de dólares, o fundo oficial administrado pelo Banco Mundial permanece sem receber aportes. O modelo de financiamento, que condiciona assentos permanentes no conselho ao pagamento de 1 bilhão de dólares, foi classificado como proibitivo por líderes globais, resultando na recusa de adesão por parte de nações como a Indonésia. Atualmente, contribuições menores estão sendo realizadas fora do mecanismo formal, através de uma conta no JPMorgan, enquanto o Departamento de Estado dos EUA condiciona o repasse de 50 milhões de dólares à implementação de sistemas de governança mais rigorosos.

Além da escassez de recursos, o projeto é alvo de críticas pela falta de mecanismos independentes de transparência, com a gestão dos fundos centralizada sob controle discricionário da administração Trump. Enquanto recursos prometidos pelos Emirados Árabes Unidos permanecem congelados, a viabilidade da iniciativa é questionada por especialistas. Com metas que incluem o desarmamento do Hamas, a retirada de forças israelenses e a reconstrução do território, o conselho lida com um cenário complexo. A ONU e a União Europeia estimam que a reconstrução de Gaza demandará 71,4 bilhões de dólares na próxima década, um valor que coloca em xeque a eficácia do conselho como ferramenta de estabilização regional.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...