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Dólar fecha em alta a R$ 5,06 e Ibovespa recua com inflação e petróleo

O dólar encerrou a R$ 5,06 e o Ibovespa caiu 0,48%, pressionados pelo IPCA-15 acima da meta e pela queda do petróleo após reabertura do Estreito de Ormuz.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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27/05 às 09:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O dólar comercial subiu 0,66%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,061.
  • O Ibovespa encerrou o dia aos 175.744 pontos, com recuo de 0,48%.
  • O IPCA-15 de maio variou 0,62%, superando as expectativas do mercado e o teto da meta do Banco Central.
  • O petróleo Brent caiu 4,57% após a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, impactando as ações da Petrobras.
  • A inflação resiliente elevou a curva de juros futuros e reduziu a expectativa de cortes na taxa Selic.
  • Analistas apontam que a reprecificação do risco doméstico aumentou o prêmio de risco e limitou o fluxo de capital estrangeiro.

O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira em trajetória de alta, cotado a R$ 5,06, enquanto o Ibovespa apresentou recuo de 0,48%, fechando aos 175.744 pontos. O movimento foi impulsionado pela divulgação do IPCA-15, que registrou variação de 0,62%, superando as expectativas do mercado e o teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Esse cenário doméstico reforçou a percepção de persistência inflacionária, elevando a curva de juros futuros e reduzindo as apostas de cortes na taxa Selic no curto prazo, o que impactou diretamente a confiança dos investidores e aumentou o prêmio de risco exigido pelo mercado.

Além dos dados internos, o mercado reagiu a fatores externos, notadamente a queda expressiva de 4,57% nos preços do petróleo Brent. O recuo da commodity ocorreu após notícias sobre a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e possíveis negociações diplomáticas envolvendo o governo dos Estados Unidos. A desvalorização do petróleo pressionou significativamente as ações da Petrobras, contribuindo para a queda do índice acionário brasileiro.

A combinação da pressão inflacionária local com a instabilidade geopolítica gerou um ambiente de maior volatilidade, mantendo o mercado financeiro em alerta. Analistas destacam que a reprecificação do risco doméstico, somada ao cenário externo, limitou o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa. A cautela deve prevalecer nos próximos dias, à medida que investidores monitoram se os desdobramentos diplomáticos e os indicadores econômicos trarão maior clareza sobre a estabilidade econômica e a trajetória dos juros no país.

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