Estrela obtém proteção judicial contra credores
Fabricante de brinquedos garante liminar para suspender cobranças enquanto negocia dívida de R$ 109 milhões.
Pontos principais
- A Estrela declarou um passivo total de R$ 109 milhões ao solicitar a recuperação judicial.
- A Justiça de Minas Gerais concedeu liminar que impede bloqueios de valores e a interrupção de serviços essenciais.
- A empresa aponta a concorrência de importados de baixo custo e a mudança no comportamento infantil para o digital como causas da crise.
- O alto custo do crédito e a pressão financeira sobre a operação foram citados como agravantes para o pedido de reestruturação.
A fabricante de brinquedos Estrela obteve uma liminar na Justiça de Minas Gerais que garante proteção temporária contra seus credores, suspendendo cobranças e bloqueios de valores enquanto o Judiciário avalia seu pedido de recuperação judicial. A empresa, que acumula um passivo de R$ 109 milhões, justifica a crise financeira pela forte concorrência de produtos importados de baixo custo e pela mudança no comportamento do público infantil, que tem migrado para dispositivos digitais e jogos eletrônicos em detrimento dos brinquedos tradicionais. Além desses fatores de mercado, a companhia destacou que o alto custo do capital e a restrição ao crédito agravaram sua situação financeira. A decisão judicial visa preservar a continuidade das operações, impedindo que fornecedores essenciais interrompam serviços. Caso o pedido de recuperação seja aceito, a Estrela deverá apresentar um plano detalhado para renegociar seus débitos.
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