Estrela entra com pedido de recuperação judicial
Fabricante de brinquedos busca reorganizar finanças, mas garante que operações industriais e comerciais seguem funcionando normalmente.
Pontos principais
- O pedido de recuperação judicial abrange a Manufatura de Brinquedos Estrela e outras sete empresas do grupo.
- A empresa cita o alto custo do crédito e a concorrência com o entretenimento digital como fatores centrais para a crise.
- A administração atual permanece no comando das operações enquanto elabora o plano de reestruturação para os credores.
- Em dezembro, a companhia firmou acordo com a PGFN para quitar R$ 747,8 milhões em débitos tributários.
A tradicional fabricante de brinquedos Estrela protocolou um pedido de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, abrangendo a Manufatura de Brinquedos Estrela e outras sete empresas do grupo. A medida visa reorganizar as finanças diante de um cenário de restrição de crédito, aumento do custo de capital e mudanças no comportamento do consumidor frente ao entretenimento digital. Apesar do processo, a administração assegurou que as operações industriais e comerciais seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento a clientes e fornecedores enquanto um plano de reestruturação é elaborado para aprovação dos credores.
Esta decisão ocorre após a companhia buscar sanear seu passivo em dezembro passado, quando firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para a quitação de R$ 747,8 milhões em dívidas tributárias. O processo de recuperação judicial permite que a empresa permaneça sob o comando da gestão atual enquanto negocia suas obrigações financeiras.
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