BP destitui Albert Manifold do cargo de presidente do conselho
O conselho da BP removeu Albert Manifold por falhas de governança e conduta agressiva, gerando instabilidade e queda nas ações da companhia.
Pontos principais
- A destituição de Albert Manifold ocorreu após oito meses no cargo devido a preocupações com governança e conduta inaceitável.
- Relatos apontam que o executivo apresentava comportamento agressivo com funcionários e tentava contornar o conselho de administração.
- A decisão foi tomada por unanimidade, com apoio da diretora independente sênior Amanda Blanc, e Ian Tyler foi nomeado presidente interino.
- A notícia provocou volatilidade nas ações da BP na Bolsa de Londres, com quedas acumuladas que chegaram a quase 10% em momentos de maior pressão.
- A BP enfrenta um histórico recente de instabilidade, registrando a saída de múltiplos presidentes e três CEOs nos últimos três anos.
- Autoridades britânicas, incluindo o Serious Fraud Office, foram notificadas sobre o caso, embora não haja confirmação de investigações formais.
- A CEO Meg O’Neill permanece no comando, mantendo o foco no reposicionamento estratégico e na revisão de ativos de petróleo e gás.
O conselho de administração da BP Plc anunciou a destituição imediata de Albert Manifold do cargo de presidente do conselho e diretor da companhia. A decisão, tomada por unanimidade, foi motivada por sérias preocupações com padrões de governança, supervisão e conduta descrita como inaceitável. Relatos internos indicam que Manifold apresentava comportamento agressivo com funcionários e tentava contornar a autoridade do conselho. O executivo, que havia assumido o posto em outubro para supervisionar a reformulação estratégica da empresa, teve seu mandato encerrado abruptamente após enfrentar resistência de acionistas na assembleia geral anual realizada no mês passado. Amanda Blanc, diretora independente sênior, reforçou que a medida foi necessária diante das falhas identificadas pelo colegiado.
Para assegurar a continuidade das operações, Ian Tyler foi nomeado presidente interino enquanto a empresa inicia o processo de sucessão permanente. A mudança abrupta na liderança, que ocorre em um momento de reposicionamento estratégico da BP sob o comando da CEO Meg O’Neill, provocou uma reação negativa imediata no mercado. As ações da empresa registraram quedas expressivas, atingindo patamares próximos a 10% de desvalorização e levando à suspensão temporária das negociações na Bolsa de Londres em diferentes momentos da crise. Autoridades britânicas, como o Serious Fraud Office, foram notificadas sobre a situação, embora não tenha havido confirmação de investigações formais até o momento.
Este episódio amplia o histórico de instabilidade administrativa da gigante do setor de energia, que viu a saída de diversos presidentes e a alternância de três CEOs nos últimos três anos. A movimentação sinaliza um esforço urgente do conselho para reforçar políticas de conformidade e demonstrar que a supervisão interna permanece como prioridade. Enquanto a governança é reestruturada, a CEO Meg O’Neill continua à frente da companhia, conduzindo a revisão estratégica de ativos e da estrutura organizacional, focando no fortalecimento dos ativos de petróleo e gás da petroleira.
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