Estudo aponta que o consumo de bens duráveis via parcelamento não garantiu mobilidade social ou superação da pobreza na periferia de São Paulo.
O acesso facilitado ao crédito, viabilizado principalmente pelo parcelamento, permitiu que a classe C brasileira ampliasse o consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos modernos. No entanto, segundo análise do geógrafo Kauê Lopes dos Santos, esse fenômeno não foi acompanhado por uma mobilidade social efetiva ou pela superação da pobreza estrutural. Embora os lares nas periferias de São Paulo apresentem um padrão de consumo mais elevado, a desigualdade permanece enraizada na base da pirâmide social. O estudo destaca que o consumo de bens não substitui a necessidade de políticas públicas estruturantes. A conclusão reforça que o incentivo ao crédito, embora impulsione o mercado, é insuficiente para resolver as carências fundamentais que mantêm as famílias em situação de vulnerabilidade, sendo necessárias medidas que promovam o desenvolvimento social e econômico de longo prazo.
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