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PF investiga desvio de recursos de banqueiro para Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro nega ter usado verbas de Daniel Vorcaro para financiar sua estadia nos EUA, enquanto a PF apura possíveis desvios financeiros.

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Foto: InfoMoney
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14/05 às 22:01 · atualizado 23:31

Pontos principais

  • A PF investiga se recursos de Daniel Vorcaro destinados ao filme 'Dark Horse' foram desviados para uso pessoal de Eduardo Bolsonaro.
  • Eduardo Bolsonaro negou categoricamente as acusações de recebimento de valores para fins pessoais em resposta a reportagens recentes.
  • Flávio Bolsonaro admitiu ter buscado Vorcaro para captar investimentos privados, mas nega repasses pessoais ao irmão.
  • Reportagens indicam negociações de até US$ 24 milhões entre o senador e o banqueiro, com US$ 10,6 milhões transferidos para o projeto.
  • O senador defende a criação de uma CPI para investigar o Banco Master, buscando se distanciar das denúncias contra Vorcaro.
  • Relatórios do Coaf apontam que a empresa Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos associados ao Banco Master.
  • Investigadores apuram a possível transferência de valores para um fundo no Texas, vinculado a um advogado próximo a Eduardo Bolsonaro.
  • Daniel Vorcaro encontra-se preso em Brasília sob acusação de chefiar um esquema de fraudes financeiras bilionárias.
  • O ex-parlamentar argumenta que seu status migratório nos EUA inviabiliza o recebimento de aportes externos irregulares.

A Polícia Federal aprofunda as investigações sobre a origem e a destinação de recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, focando na suspeita de que verbas destinadas ao projeto audiovisual 'Dark Horse' tenham sido desviadas para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em manifestação recente, o ex-deputado negou categoricamente as acusações de que teria utilizado recursos do empresário para financiar sua permanência no exterior, rebatendo as suspeitas que ganharam força com as apurações da PF sobre movimentações financeiras envolvendo figuras políticas. O senador Flávio Bolsonaro, que anteriormente negou qualquer conexão com o empresário, admitiu ter mantido tratativas para o financiamento do filme, mas reforçou que o projeto não utilizou verbas públicas ou incentivos fiscais.

Embora Flávio defenda agora a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master, visando se distanciar das irregularidades envolvendo a instituição, documentos revelados apontam que cerca de US$ 10,6 milhões foram transferidos para estruturas ligadas ao filme em 2025. Reportagens indicam que as negociações entre o senador e o banqueiro teriam alcançado até US$ 24 milhões. O parlamentar justifica a omissão inicial sobre o contato com Vorcaro devido a cláusulas de confidencialidade e rebate acusações de extorsão, sustentando que as cobranças feitas ao banqueiro referiam-se estritamente ao contrato de patrocínio privado.

Os investigadores analisam a possível transferência de montantes para um fundo no Texas, supostamente ligado a um advogado próximo ao ex-parlamentar, sob a alegação de que os recursos seriam geridos por um fundo fiscalizado pela SEC americana. Paralelamente, relatórios do Coaf identificaram que a empresa Entre Investimentos, que intermediou o projeto, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos vinculados a fraudes do Banco Master. Enquanto Eduardo Bolsonaro mantém a negativa sobre as irregularidades, a PF trabalha para verificar a veracidade das alegações frente às evidências financeiras coletadas durante a operação.

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