Peter Murrell, ex-diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP), declarou-se culpado no Tribunal Superior de Edimburgo pela apropriação indébita de mais de 400 mil libras esterlinas pertencentes à legenda. A admissão de culpa, formalizada após um acordo com a promotoria, encerra um longo processo que investigava o uso indevido de fundos partidários para financiar um estilo de vida luxuoso, incluindo a aquisição de um veículo Jaguar e um motorhome. O caso possui grande relevância política por envolver uma figura central da administração do partido e ser ex-marido da ex-primeira-ministra Nicola Sturgeon.
Após a confissão, o tribunal determinou que Murrell permaneça sob custódia até a definição da pena. A audiência de sentença foi agendada para o dia 23 de junho. O episódio gerou um impacto significativo na credibilidade da gestão financeira da sigla, consolidando o desfecho de uma investigação que abalou a reputação do SNP nos últimos anos e forçou o partido a enfrentar um escrutínio rigoroso sobre suas práticas administrativas.
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