A meta do Brasil de alcançar a autossuficiência na produção de trigo permanece distante, conforme indicam os dados mais recentes do setor. Após atingir um marco histórico de 11 milhões de toneladas em 2022, o país não conseguiu manter o ritmo de crescimento esperado, enfrentando uma retração na área plantada e, consequentemente, uma queda no volume total colhido. Esse cenário de instabilidade produtiva reverteu a tendência de otimismo que cercava a cultura, forçando o mercado interno a elevar a dependência de importações para atender à demanda nacional. A dificuldade em consolidar o crescimento da oferta reflete desafios estruturais e climáticos que impactam a competitividade do trigo brasileiro frente aos grandes produtores globais, mantendo o país vulnerável às oscilações de preços e oferta no mercado internacional.
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