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Vítima critica decisão judicial que evita prisão de jovens por estupro

Vítima de 16 anos critica sentença que poupou agressores de prisão, levando a procuradoria britânica a revisar o caso sob pressão pública.

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Foto: G1 Mundo
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24/05 às 05:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Dois adolescentes de 15 anos foram condenados por estupros em Fordingbridge, mas receberam penas de reabilitação em vez de prisão.
  • O juiz Nicholas Rowland justificou a sentença pela pouca idade dos réus, embora tenha reconhecido o agravante do compartilhamento de imagens online.
  • A vítima descreveu a decisão como uma 'pedrada no rosto', questionando a eficácia do sistema judiciário diante da gravidade do crime.
  • A procuradoria-geral do Reino Unido iniciou uma revisão da sentença após forte pressão de políticos e da Comissária para a Infância da Inglaterra.

Um tribunal em Southampton, no Reino Unido, aplicou penas de reabilitação juvenil a dois adolescentes de 15 anos condenados por estupros cometidos entre o final de 2024 e o início de 2025. A decisão do juiz Nicholas Rowland, que evitou o encarceramento dos agressores, gerou intensa indignação pública. Embora o magistrado tenha citado a pouca idade dos réus e o objetivo de evitar a criminalização precoce como justificativas, ele reconheceu que o compartilhamento de imagens dos crimes na internet foi um fator de agravamento da conduta. Em entrevista à BBC, a vítima de 16 anos manifestou sua revolta, comparando a sentença a uma 'pedrada no rosto' e questionando o propósito de ter passado pelo processo judicial.

O caso reacendeu um debate nacional sobre a adequação das medidas socioeducativas para crimes sexuais graves. Diante da repercussão negativa e de críticas vindas de líderes políticos de diversos partidos e da Comissária para a Infância da Inglaterra, a procuradoria-geral do Reino Unido confirmou que está revisando a sentença. Enquanto o sistema judiciário prioriza a reabilitação, críticos apontam que a ausência de penas privativas de liberdade pode subestimar o trauma sofrido pelas vítimas e falhar em oferecer uma resposta punitiva proporcional à natureza dos atos cometidos.

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