O Africa CDC manifestou forte oposição às restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos a viajantes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. A medida, que impede a entrada de não cidadãos que estiveram nesses países nos últimos 21 dias, é vista por especialistas como ineficaz e um agravante para a crise sanitária. O surto atual da variante Bundibugyo, que carece de vacina ou tratamento conhecido, já registra quase 600 casos suspeitos e 139 mortes, elevando a tensão diplomática entre Washington e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Secretário de Estado, Marco Rubio, chegou a questionar a celeridade da OMS na identificação do vírus, alegação refutada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Paralelamente, a resposta americana enfrenta críticas severas devido aos cortes orçamentários e ao desmantelamento da USAID, que analistas apontam como fatores de enfraquecimento da infraestrutura global de saúde. Enquanto o governo Trump defende que mantém um sistema de monitoramento robusto e financia dezenas de clínicas na região afetada, especialistas enfatizam que o controle da epidemia exige confiança das comunidades locais, medidas de saúde pública meticulosas e equipamentos médicos. A interrupção de pesquisas científicas fundamentais e a saída dos EUA da OMS geram preocupações crescentes sobre a capacidade da governança global em conter a propagação do vírus em áreas de conflito.
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