O diagnóstico de um missionário norte-americano com Ebola, somado ao caso do médico Peter Stafford, intensificou a preocupação internacional com o surto na República Democrática do Congo. O CDC confirmou que ambos contraíram o vírus durante missões humanitárias na região, levando à coordenação de uma operação para transferir os pacientes e seus contatos para tratamento especializado na Alemanha. A OMS classificou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, registrando cerca de 350 casos suspeitos e 91 óbitos até o momento. Como medida de contenção, os EUA restringiram a entrada de não cidadãos que visitaram a RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias e suspenderam a emissão de vistos em Kampala.
A crise sanitária reacendeu o debate político sobre a política externa dos Estados Unidos. Relatos da Bloomberg destacam que a resposta a epidemias globais tem sido dificultada pela redução da ajuda humanitária internacional. O governo Trump enfrenta críticas crescentes devido à extinção da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no ano anterior, com especialistas questionando se a atual estrutura governamental possui capacidade logística e orçamentária suficiente para enfrentar ameaças biológicas de larga escala. Paralelamente, o CDC continua a colaborar com a Barda no desenvolvimento de terapias experimentais de anticorpos monoclonais para conter a propagação do vírus.
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