EUA indiciam fabricantes chinesas por cartel de contêineres
Departamento de Justiça dos EUA acusa quatro empresas chinesas de manipular preços e restringir a produção global de contêineres durante a pandemia.
Pontos principais
- As quatro empresas acusadas detêm 95% do mercado mundial de contêineres não refrigerados.
- O esquema de cartel teria dobrado os preços dos equipamentos entre 2019 e 2021.
- Sete executivos foram denunciados, sendo que um deles já está detido na França.
- As práticas incluíam monitoramento rigoroso, proibição de novas fábricas e punições internas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou uma denúncia contra quatro grandes fabricantes chinesas de contêineres, acusando-as de operar um cartel global para manipular preços e restringir a oferta entre 2019 e 2021. Segundo as autoridades americanas, o conluio permitiu que as companhias, que controlam 95% do mercado mundial de contêineres não refrigerados, dobrassem os valores cobrados durante o auge da pandemia. O esquema envolvia medidas restritivas, como a proibição de abertura de novas unidades fabris e um sistema de vigilância interna para garantir o cumprimento das metas de produção.
Além das empresas, sete executivos foram indiciados, com um deles já sob custódia na França aguardando processo de extradição. O caso eleva a tensão diplomática entre Washington e Pequim, desafiando os recentes esforços de estabilização das relações bilaterais sob a gestão do presidente Donald Trump. A investigação destaca o impacto direto dessas práticas ilegais na inflação global e nos custos logísticos enfrentados durante a crise sanitária.
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