Trump adia ataque ao Irã previsto para terça a pedido de Arábia Saudita, EAU e Catar
Plano militar fica em standby para abrir espaço a negociações; proposta americana exige que Teerã transfira urânio enriquecido aos EUA.
Pontos principais
- Trump disse que vai 'segurar' o ataque marcado para terça-feira
- Pedido partiu dos líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar
- Defesa e chefe do Estado-Maior orientados a manter 'assalto em larga escala' pronto
- Proposta americana, mediada pelo Paquistão, exige que Irã mantenha apenas uma instalação nuclear
- Exige também transferência de urânio altamente enriquecido aos EUA
- Brent fechou em US$112,10, alta de mais de 2%, antes de recuar
- IEA estima mais de 14 milhões de barris diários fora do mercado e perdas acumuladas dos produtores do Golfo acima de 1 bilhão de barris
O presidente Donald Trump anunciou na segunda-feira que vai adiar um ataque ao Irã previsto para terça-feira a pedido dos líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, que querem espaço para negociar. Trump instruiu o secretário de Defesa Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, a manter pronto 'um assalto em larga escala ao Irã, a qualquer momento', caso as negociações falhem.
A proposta americana, mediada pelo Paquistão, exige que Teerã mantenha apenas uma instalação nuclear em operação e transfira seu estoque de urânio altamente enriquecido aos Estados Unidos. O Irã enviou sua resposta na mesma segunda, via Paquistão.
O Brent fechou em US$112,10, alta de mais de 2%, antes de recuar com o adiamento. A Agência Internacional de Energia estima que mais de 14 milhões de barris diários estão fora do mercado, com perdas acumuladas dos produtores do Golfo já acima de 1 bilhão de barris.
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