Secretária de Política Econômica critica uso de juros contra choque de oferta
Débora Freire afirma que elevar a taxa de juros não é a solução eficaz para conter a inflação provocada pela alta nos preços do petróleo.
Pontos principais
- O aumento nos preços do petróleo pressionou as projeções de inflação para o limite da meta oficial.
- Débora Freire argumenta que a política monetária não é a ferramenta adequada para choques de oferta.
- O Ministério da Fazenda mantém monitoramento constante sobre os impactos do cenário externo na economia brasileira.
- A declaração foi realizada durante entrevista ao programa Mercado Aberto, do Canal UOL.
A secretária de Política Econômica, Débora Freire, manifestou preocupação com a estratégia de combate à inflação diante do atual cenário de instabilidade nos preços do petróleo. Em entrevista ao programa Mercado Aberto, do Canal UOL, a secretária defendeu que o aumento da taxa de juros não deve ser a resposta principal para choques de oferta, uma vez que a ferramenta monetária possui limitações para controlar pressões inflacionárias que não derivam de um aquecimento excessivo da demanda interna. A alta do petróleo tem levado as projeções de inflação ao limite da meta estabelecida pelo governo, forçando o Ministério da Fazenda a intensificar o monitoramento dos reflexos externos na economia doméstica. A fala de Freire sinaliza uma divergência técnica sobre a eficácia da política de juros em momentos de volatilidade global, reforçando a necessidade de cautela na condução da política econômica atual.
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