Indústria química brasileira enfrenta crise de suprimentos e déficit
Gargalos em infraestrutura e no fornecimento de gás natural elevam o déficit comercial do setor químico brasileiro para US$ 55 bilhões em 2025.
Pontos principais
- O déficit comercial da cadeia química no Brasil atingiu US$ 55 bilhões em 2025.
- A falta de infraestrutura para escoamento de gás natural resulta na reinjeção do insumo nos poços.
- A segurança de suprimentos tornou-se a prioridade global do setor, superando a questão dos preços.
- Empresas globais avaliam migrar a produção de químicos renováveis para a Ásia devido à competitividade.
- A Abiquim defende a implementação de políticas estruturais de longo prazo para evitar a estagnação do setor.
A indústria química brasileira atravessa um momento de vulnerabilidade, pressionada por gargalos estruturais que comprometem sua competitividade no cenário global. O setor enfrenta um déficit comercial de US$ 55 bilhões em 2025, agravado pela dificuldade de integrar a oferta de gás natural à demanda industrial. Atualmente, a falta de infraestrutura adequada para o escoamento do insumo força a reinjeção de gás nos poços, desperdiçando um recurso estratégico para a produção nacional. Diante desse cenário, a Abiquim alerta que a segurança de suprimentos passou a ser a principal preocupação global, superando a variável de preço. A instabilidade logística e a falta de coordenação interna levam empresas multinacionais a considerar a transferência de suas plantas de químicos renováveis para a Ásia. Especialistas apontam que a adoção de políticas estruturais de longo prazo é urgente para reverter a dependência externa e evitar a estagnação econômica do setor.
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