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Ex-diplomata belga morre antes de julgamento sobre morte de Lumumba

Étienne Davignon faleceu aos 93 anos enquanto era investigado pelo assassinato do líder congolês Patrice Lumumba, ocorrido em 1961.

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Foto: The Guardian World
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18/05 às 13:33 · atualizado 18:33

Pontos principais

  • Étienne Davignon era a última pessoa viva sob investigação formal pelo assassinato de Patrice Lumumba.
  • O falecido foi uma figura de destaque na diplomacia belga e atuou como comissário europeu.
  • A morte foi confirmada pelo thinktank Jacques Delors Institute.
  • O caso Lumumba permanece como um marco sensível nas relações coloniais entre a Bélgica e a República Democrática do Congo.
  • O falecimento encerra a possibilidade de um veredito judicial contra Davignon neste processo histórico.

O ex-diplomata belga Étienne Davignon faleceu aos 93 anos, encerrando as investigações judiciais sobre o seu suposto envolvimento no assassinato de Patrice Lumumba, primeiro-ministro da República Democrática do Congo, em 1961. Davignon, que teve uma carreira influente como comissário europeu e diplomata, era a última figura viva a enfrentar acusações formais relacionadas ao caso. A morte foi comunicada pelo Jacques Delors Institute, organização da qual ele fazia parte. O episódio do assassinato de Lumumba é considerado um dos capítulos mais controversos da história colonial belga, simbolizando décadas de tensões diplomáticas e busca por justiça histórica. Com o falecimento de Davignon, o processo judicial perde o seu último réu, deixando sem desfecho jurídico um dos crimes políticos mais emblemáticos do século XX na África e frustrando a expectativa de um veredito que revisasse o passado colonial do país.

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