Carry trade em mercados emergentes recupera força com alta do petróleo
Estratégia de carry trade atrai investidores com a alta das commodities, destacando o real e o rand, apesar de alertas sobre riscos políticos.
Pontos principais
- O carry trade superou perdas iniciais do conflito no Irã com a valorização do petróleo.
- Real brasileiro e rand sul-africano são as moedas preferidas devido aos juros elevados.
- A volatilidade cambial em mercados emergentes recuou, reduzindo riscos para a estratégia.
- Bancos globais evitam moedas de importadores de petróleo, como a lira turca.
- Analistas recomendam seletividade devido a riscos políticos em países como Brasil e Colômbia.
A estratégia de carry trade em mercados emergentes registrou uma recuperação robusta, impulsionada pela valorização do petróleo e pela manutenção de juros elevados em economias exportadoras. O real brasileiro e o rand sul-africano consolidaram-se como ativos preferenciais, beneficiados pela credibilidade dos bancos centrais locais e pela redução da volatilidade cambial. Enquanto o cenário macroeconômico favorece o diferencial de rendimento, instituições como Bank of America e Barclays adotam postura cautelosa, reduzindo posições em países importadores de energia, como a Turquia. Especialistas reforçam que, embora o apetite por ativos de maior retorno permaneça forte, a seletividade é essencial. O monitoramento de riscos políticos internos, especialmente no Brasil e na Colômbia, permanece como um fator determinante para a sustentabilidade das operações de longo prazo no setor.
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