Especialistas alertam que antecipar a restituição do IR funciona como um empréstimo com juros elevados e riscos financeiros para o contribuinte.
A antecipação da restituição do Imposto de Renda, oferecida por diversas instituições financeiras, deve ser analisada com cautela pelos contribuintes. Embora prometa acesso rápido ao recurso, a operação configura-se como uma linha de crédito com incidência de juros que podem chegar a 34% ao ano. O risco é agravado pelo fato de o tomador ser responsável pelo pagamento do empréstimo mesmo em cenários de inconsistências na declaração, como a retenção na malha fina, ou caso o valor da restituição seja inferior ao projetado. Especialistas orientam que o contribuinte avalie alternativas de crédito com taxas menores, como o consignado, e reserve a antecipação apenas para casos de urgência financeira, evitando o endividamento para gastos não essenciais. A Receita Federal mantém critérios de prioridade para o recebimento, como o uso da declaração pré-preenchida e a escolha do Pix como forma de pagamento.
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