Israel mata último líder do Hamas ligado aos ataques de 7 de outubro
A morte de Izz al-Din al-Haddad, conhecido como 'fantasma', elimina o último comandante sênior do Hamas envolvido no planejamento do atentado de 7 de outubro.
Pontos principais
- Izz al-Din al-Haddad, veterano do grupo desde os anos 80, era o último comandante sênior ligado ao planejamento do 7 de outubro.
- O exército israelense confirmou que o líder morreu em um ataque aéreo preciso contra um prédio residencial na Cidade de Gaza na última sexta-feira.
- O Hamas e familiares confirmaram a morte de Haddad, cujo funeral foi realizado no sábado na Cidade de Gaza.
- Israel acusa o militante, que assumiu o cargo após a morte de Mohammed Sinwar, de utilizar reféns como escudos humanos.
- A eliminação ocorre em um momento de impasse nas negociações de cessar-fogo mediadas pelos EUA.
- O governo israelense afirma que o Hamas tenta retomar o controle territorial, enquanto os confrontos permanecem intensos.
As forças de defesa de Israel confirmaram a morte de Izz al-Din al-Haddad, conhecido como 'fantasma' por sua longa trajetória evitando capturas. Membro do Conselho Militar do Hamas e veterano do grupo desde a década de 1980, Al-Haddad era o último comandante sênior com ligação direta ao planejamento dos ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo autoridades israelenses, o militante, que assumiu o comando após a morte de Mohammed Sinwar, utilizava reféns como escudos humanos durante as operações em Gaza. A morte ocorreu em um ataque aéreo preciso contra um prédio residencial na Cidade de Gaza na última sexta-feira, resultando também no falecimento de sua esposa e filha, com o funeral sendo realizado no sábado.
A operação marca o desmantelamento de uma figura central na infraestrutura militar do grupo, representando um golpe significativo na liderança remanescente. Analistas apontam que a eliminação de Al-Haddad, embora estratégica para os objetivos de Israel, adiciona camadas de incerteza ao cenário diplomático. Em um momento de extrema fragilidade nas negociações de cessar-fogo, a perda de um comandante com tal nível de influência sobre as operações e a custódia de reféns pode complicar ainda mais os esforços internacionais para a retomada do diálogo. Apesar do apoio dos EUA para um plano pós-guerra, os confrontos em Gaza permanecem intensos, com o governo israelense alertando que o Hamas ainda busca reforçar seu controle no território palestino.
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