Estudo aponta que antidepressivos na gravidez não elevam risco de autismo
Pesquisa com 25 milhões de gestações descarta relação entre uso de antidepressivos e transtornos do neurodesenvolvimento em crianças.
Pontos principais
- Análise publicada na The Lancet Psychiatry revisou dados de mais de 25 milhões de gestações.
- Resultados refutam alegações sem base científica feitas pelo secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr.
- Fatores genéticos e histórico familiar são os principais determinantes para diagnósticos de autismo e TDAH.
- Interrupção abrupta do tratamento medicamentoso pode trazer riscos graves à saúde da mãe e do feto.
- Especialistas alertam que a depressão materna não tratada oferece perigos maiores do que a exposição aos fármacos.
Um amplo estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry concluiu que o uso de antidepressivos durante a gestação não está associado a um aumento no risco de autismo ou TDAH em crianças. A pesquisa, que analisou dados de mais de 25 milhões de gestações, indica que diagnósticos anteriores que sugeriam essa correlação são, na verdade, explicados por fatores genéticos e pelo histórico de saúde mental dos pais. Os achados contradizem declarações recentes do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que questionavam a segurança desses medicamentos. Médicos ressaltam que a interrupção repentina do tratamento pode ser prejudicial, reforçando que a depressão materna não tratada representa riscos significativos para a saúde da mãe e do bebê, sendo fundamental que a decisão terapêutica seja acompanhada por profissionais de saúde.
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