Jovens se autodiagnosticam com transtornos mentais usando inteligência artificial
A crescente tendência de jovens se autodiagnosticarem com transtornos mentais, como bipolaridade e TDAH, impulsionada por pesquisas na internet e respostas de inteligência artificial, preocupa psiquiatras.
Pontos principais
- Adolescentes chegam aos consultórios médicos com autodiagnósticos de transtornos mentais, baseados em informações obtidas via internet e IA.
- Psiquiatras alertam para a "patologização" da adolescência, onde angústias comuns são erroneamente rotuladas como transtornos.
- Especialistas reconhecem o aumento real de transtornos mentais, mas enfatizam a necessidade de um diagnóstico clínico formal.
- Há um risco de popularização de rótulos e a busca por identidade através de patologias, segundo a psiquiatra Silvia Ongini.
Uma nova tendência tem preocupado especialistas em saúde mental: jovens estão cada vez mais se autodiagnosticando com transtornos como bipolaridade e TDAH, utilizando a inteligência artificial e a internet como principais fontes de informação. Psiquiatras observam que adolescentes chegam aos consultórios já com um autodiagnóstico, levantando questões sobre a validade e os riscos dessa prática. Embora a IA possa ser uma ferramenta preliminar de informação, a ausência de uma avaliação clínica formal pode levar a equívocos e à patologização de angústias típicas da adolescência.
Especialistas como Silvia Ongini e Pedro Kestelman ressaltam a importância do diagnóstico profissional, mesmo reconhecendo o aumento real de transtornos mentais na população jovem. A psiquiatra Juana Poulisis vê um lado positivo na busca por informação, desde que a IA não seja tratada como uma verdade absoluta. Contudo, a preocupação central reside na possibilidade de que essa prática leve à popularização de rótulos e à busca por uma identidade através de patologias, desviando a atenção da necessidade de um acompanhamento médico adequado.
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