As bolsas europeias encerraram a sessão com quedas expressivas, marcando o pior desempenho diário desde o final de março. O movimento foi impulsionado por uma desvalorização generalizada de títulos públicos globais, que elevou os yields do Japão aos Estados Unidos, e pelo agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A falta de avanços na reabertura do Estreito de Ormuz, após reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, intensificou as incertezas sobre o fornecimento de energia, impactando severamente setores como materiais e defesa, que registraram quedas de 5,1% e 3,6%, respectivamente. Analistas do BMO Capital Markets destacaram que o rendimento dos títulos de 30 anos dos EUA superou a marca de 5%, refletindo o receio de que a inflação obrigue os bancos centrais a manterem taxas de juros elevadas por mais tempo. Esse cenário de aversão ao risco é agravado pela percepção de que a falta de vontade política para resolver os custos de energia está sendo precificada pelos mercados. Diante desse quadro, investidores já projetam pelo menos dois aumentos nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu até o final do ano, visando conter a pressão inflacionária persistente que reduz a atratividade das ações e eleva o custo de capital.
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