A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve, por unanimidade, a proibição da fabricação, comercialização e uso de 24 produtos da marca Ypê. A decisão da Diretoria Colegiada, ratificada em reunião extraordinária, negou o recurso apresentado pela Química Amparo e reforça a restrição sanitária após a confirmação de falhas críticas no controle de qualidade e a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes produzidos na unidade de Amparo, em São Paulo. A restrição incide sobre itens com terminação numérica 1, sendo que o processo foi iniciado após denúncia formalizada pela concorrente Unilever junto à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Em resposta à determinação, a Ypê iniciou um plano de recolhimento dos produtos que já circulam no mercado e disponibilizou um canal de atendimento para o ressarcimento dos consumidores. O reembolso pode ser solicitado diretamente pelo site oficial da fabricante, sendo realizado via chave Pix após a confirmação dos dados por e-mail, sem a necessidade de apresentação de nota fiscal. A empresa, embora tenha classificado a medida como arbitrária, declarou que tem colaborado com as autoridades sanitárias e trabalha para adequar seus processos internos.
A Anvisa exige que a fabricante apresente um novo plano de ação estruturado para garantir a segurança dos produtos antes de qualquer tentativa de retomada gradual da produção. Enquanto isso, a agência reforça que os consumidores devem verificar a numeração de seus produtos e interromper o uso imediato daqueles que se enquadram na categoria afetada. A orientação oficial é que o público busque o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para realizar trocas ou solicitar o devido ressarcimento financeiro, garantindo que nenhum item contaminado permaneça em circulação doméstica.
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