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Anvisa mantém proibição de produtos da Ypê e exige recolhimento

A Anvisa mantém a proibição de 24 produtos da Ypê por contaminação bacteriana. A empresa suspendeu temporariamente o reembolso via Pix, alegando ausência de normas brasileiras sobre limites de bactérias em itens de limpeza.

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Foto: InfoMoney
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15/05 às 11:03 · atualizado 19:02

Pontos principais

  • A Diretoria Colegiada da Anvisa negou o recurso da Química Amparo, mantendo a proibição de detergentes, sabões e desinfetantes.
  • A medida foi motivada pela confirmação da bactéria Pseudomonas aeruginosa, resistente a antibióticos, em mais de 100 lotes.
  • A proibição abrange produtos da unidade de Amparo (SP) com lote terminado em 1.
  • A contaminação representa riscos à saúde, especialmente para pessoas imunocomprometidas.
  • A Ypê suspendeu temporariamente o reembolso via Pix de R$ 2,99 para detergentes, questionando a regulamentação vigente.
  • A empresa argumenta que não existem normas no Brasil que estabeleçam limites específicos para a presença de bactérias em produtos de limpeza.
  • O processo de reembolso, anteriormente simplificado e sem exigência de nota fiscal, passa por revisão interna na fabricante.
  • A Anvisa exige que a empresa apresente um novo plano de ação estruturado para retomar a produção gradualmente.
  • Consumidores devem interromper o uso dos itens afetados e contatar o SAC da empresa para orientações atualizadas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve, por unanimidade, a proibição da fabricação, comercialização e uso de 24 produtos da marca Ypê. A decisão da Diretoria Colegiada reforça a restrição sanitária após a confirmação de falhas críticas no controle de qualidade e a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes produzidos na unidade de Amparo, em São Paulo. O patógeno identificado é conhecido por sua resistência a antibióticos, o que eleva o risco à saúde pública. A restrição incide sobre itens com terminação numérica 1, processo iniciado após denúncia formalizada pela concorrente Unilever junto à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Em um desdobramento recente, a Química Amparo suspendeu o reembolso via Pix de R$ 2,99 que vinha sendo oferecido aos consumidores do detergente afetado. A fabricante justificou a interrupção alegando que não existem normas técnicas no Brasil que estabeleçam limites quantitativos para a presença de bactérias em produtos de limpeza, questionando assim a base da sanção aplicada. O processo de ressarcimento, que anteriormente não exigia nota fiscal ou comprovação fotográfica do lote, está sendo reavaliado pela empresa enquanto o impasse regulatório persiste.

A Anvisa exige que a fabricante apresente um novo plano de ação estruturado para garantir a segurança dos produtos antes de qualquer tentativa de retomada gradual da produção. Enquanto a disputa jurídica e sanitária segue, a agência reforça que os consumidores devem verificar a numeração de seus produtos e interromper o uso imediato daqueles que se enquadram na categoria afetada. A orientação oficial é que o público acompanhe os canais de atendimento da empresa para atualizações sobre o processo de troca ou ressarcimento, garantindo que nenhum item potencialmente contaminado permaneça em circulação doméstica.

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