A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância Sanitária de São Paulo mantêm a recomendação para que consumidores evitem o uso de lotes específicos de produtos da marca Ypê, terminados em 1, devido à detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa. O microrganismo, resistente a antibióticos, oferece riscos a pessoas imunocomprometidas. Embora a agência tenha identificado falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação em 24 produtos da marca, a Química Amparo obteve um efeito suspensivo temporário via recurso administrativo, o que permite legalmente a continuidade da fabricação e venda até o julgamento final do caso, apesar da avaliação técnica de risco sanitário permanecer inalterada pelos órgãos de saúde.
A crise coloca em xeque a liderança da Ypê, que detém 39% de participação no mercado de detergentes, um setor avaliado em R$ 3,6 bilhões. A empresa enfrenta um desgaste de imagem após episódios anteriores de recolhimento voluntário, o que tem atraído a atenção de concorrentes como Unilever, P&G, Reckitt e Bombril. Mesmo com o aval judicial, a companhia mantém suas linhas de produção de líquidos paralisadas voluntariamente para resolver pendências técnicas. Enquanto a situação não é normalizada, as autoridades sanitárias reiteram a orientação para que estabelecimentos comerciais retirem os lotes afetados das prateleiras, enquanto a empresa reforça seu SAC para orientar clientes sobre trocas e ressarcimentos.
Times Brasil • 9 mai, 21:41
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