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Anvisa mantém alerta sobre produtos Ypê após contaminação

Apesar de efeito suspensivo judicial, a Anvisa mantém alerta sobre produtos Ypê contaminados, impactando a liderança da empresa no mercado de limpeza.

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Foto: InfoMoney
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09/05 às 09:33 · atualizado 22:32

Pontos principais

  • A bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca.
  • O recolhimento abrange produtos com numeração de lote terminada em 1, com suspensão de venda inicialmente determinada pela Anvisa.
  • A Anvisa identificou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação, gerando risco de contaminação microbiológica.
  • A Química Amparo, dona da Ypê, obteve efeito suspensivo temporário que permite a comercialização até o julgamento final.
  • A Ypê detém 39% de participação no mercado de detergentes, setor que movimenta cerca de R$ 3,6 bilhões anuais.
  • Concorrentes como Unilever, P&G, Reckitt e Bombril monitoram o cenário, enquanto a Ypê enfrenta crise de imagem e pressão em suas linhas de produção.
  • Órgãos de saúde orientam que estabelecimentos retirem os produtos afetados das prateleiras como medida preventiva.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância Sanitária de São Paulo mantêm a recomendação para que consumidores evitem o uso de lotes específicos de produtos da marca Ypê, terminados em 1, devido à detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa. O microrganismo, resistente a antibióticos, oferece riscos a pessoas imunocomprometidas. Embora a agência tenha identificado falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação em 24 produtos da marca, a Química Amparo obteve um efeito suspensivo temporário via recurso administrativo, o que permite legalmente a continuidade da fabricação e venda até o julgamento final do caso, apesar da avaliação técnica de risco sanitário permanecer inalterada pelos órgãos de saúde.

A crise coloca em xeque a liderança da Ypê, que detém 39% de participação no mercado de detergentes, um setor avaliado em R$ 3,6 bilhões. A empresa enfrenta um desgaste de imagem após episódios anteriores de recolhimento voluntário, o que tem atraído a atenção de concorrentes como Unilever, P&G, Reckitt e Bombril. Mesmo com o aval judicial, a companhia mantém suas linhas de produção de líquidos paralisadas voluntariamente para resolver pendências técnicas. Enquanto a situação não é normalizada, as autoridades sanitárias reiteram a orientação para que estabelecimentos comerciais retirem os lotes afetados das prateleiras, enquanto a empresa reforça seu SAC para orientar clientes sobre trocas e ressarcimentos.

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