Após anúncio de retomada, China suspende licenças de centenas de frigoríficos americanos, mantendo incerteza sobre o comércio bilateral.
A situação do comércio de carne bovina entre Estados Unidos e China sofreu uma reviravolta inesperada durante a cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim. Embora o governo chinês tenha anunciado inicialmente a retomada das importações, encerrando um embargo de 15 meses, a alfândega chinesa reverteu a decisão poucas horas depois. O status de centenas de fábricas americanas foi alterado de 'efetivo' para 'expirado', afetando mais de 400 instalações, o que corresponde a 65% das unidades anteriormente registradas para exportação. Analistas do mercado internacional interpretam a medida como uma estratégia de negociação, utilizando o acesso ao mercado como alavanca diplomática em meio às tensões geopolíticas. O setor agropecuário americano enfrenta um cenário de declínio nas vendas para o país asiático, que caíram de US$ 1,7 bilhão em 2022 para US$ 500 milhões no ano passado. A instabilidade nas licenças reflete a complexidade das negociações comerciais em curso entre as duas maiores economias globais, mantendo o setor em estado de alerta quanto à continuidade das exportações.
G1 - Economia • 14 mai, 10:33
NYTimes World • 14 mai, 05:14
Bloomberg - Markets • 14 mai, 04:33
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