China se compromete a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA
Acordo garante exportação anual de produtos americanos para a China até 2028, visando reduzir o déficit comercial após cúpula entre Trump e Xi Jinping.
Pontos principais
- A China comprará US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028, superando os US$ 8,4 bilhões registrados em 2025.
- O pacto foi formalizado após uma cúpula de alto nível entre Donald Trump e Xi Jinping realizada em Pequim na última semana.
- O acordo inclui a reabertura do mercado chinês para carne bovina e aves de estados americanos certificados.
- Serão criados o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China para mediar o acesso ao mercado e reduzir tarifas.
- O pacote comercial engloba a compra de 200 aeronaves da Boeing e a extensão de cinco anos para o registro de frigoríficos americanos.
- O anúncio provocou alta nos futuros de grãos na bolsa de Chicago, embora analistas mantenham cautela sobre os detalhes técnicos.
- O setor agrícola dos EUA enfrenta desafios logísticos e de custos, agravados pela alta nos preços de fertilizantes devido ao conflito no Estreito de Ormuz.
- O governo americano confirmou que a meta de US$ 17 bilhões é um esforço diplomático central para equilibrar a balança comercial bilateral.
A Casa Branca oficializou um acordo comercial com a China no qual o país asiático se compromete a importar, no mínimo, US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O pacto, resultado direto da cúpula de alto nível entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping realizada em Pequim, busca reverter a queda nas exportações agrícolas americanas e inclui a reabertura do mercado chinês para carne bovina e aves de estados certificados. A notícia, confirmada por fontes oficiais do governo americano, teve impacto imediato no mercado financeiro, com os futuros de grãos registrando alta na bolsa de Chicago, refletindo o otimismo com a demanda garantida para os próximos três anos.
Para garantir a implementação e mediar o acesso ao mercado, as nações estabelecerão o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China, visando gerenciar disputas e reduzir tarifas de forma recíproca. O acordo também abrange o setor industrial, com a China sinalizando a compra de 200 aeronaves da Boeing, integrando a estratégia da administração Trump para equilibrar a balança comercial. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, projeta um crescimento nas exportações como resultado direto da diplomacia entre os dois líderes, oferecendo maior previsibilidade aos produtores rurais americanos.
Analistas observam que este compromisso é um dos resultados mais tangíveis do encontro recente, embora o setor agrícola americano ainda enfrente pressões adicionais. A alta nos preços de fertilizantes, causada pelo conflito no Estreito de Ormuz, impõe desafios logísticos que podem impactar a margem de lucro dos produtores. Ao consolidar essas metas, a administração Trump busca mitigar o déficit comercial e estabelecer um novo patamar de cooperação econômica, assegurando que o agronegócio dos EUA tenha um mercado de escoamento robusto e de longo prazo em meio a um cenário global complexo.
Fontes primárias
Fact Sheet: President Donald J. Trump Secures Historic Deals with China — 2026-05
A Casa Branca afirma que a China comprará pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA em 2026 (prorrateado), 2027 e 2028, adicionalmente aos compromissos de compra de soja assumidos em outubro de 2025. O documento não detalha quais produtos compõem o valor anual. No mesmo pacote, a China também: (i) restaurou acesso ao mercado para mais de 400 estabelecimentos de carne bovina dos EUA e se comprometeu a suspender todas as restrições remanescentes a frigoríficos americanos; (ii) retomou compras de aves dos estados americanos certificados pelo USDA como livres de gripe aviária altamente patogênica. Publicado após a cúpula Trump-Xi em Pequim.
商务部新闻发言人就中美经贸磋商初步成果答记者问 (Porta-voz do MOFCOM sobre resultados preliminares das negociações sino-americanas)
Readout chinês das negociações sino-americanas e da cúpula Trump-Xi de 14/05 em Pequim. O MOFCOM não menciona o valor de US$ 17 bilhões nem cifra específica de compras agrícolas. Os termos divulgados pelo lado chinês são qualitativos: (i) acordo em princípio para redução tarifária recíproca sobre produtos de "escala equivalente" de preocupação mútua de cada lado; (ii) resolução ou avanço substancial em barreiras não-tarifárias e acesso a mercado para certos produtos agrícolas — detenção automática de laticínios e produtos aquáticos, barreiras fitossanitárias para plantas ornamentais, reconhecimento de Shandong como zona livre de gripe aviária, registro de estabelecimentos americanos de carne bovina e acesso de aves de certos estados dos EUA; (iii) arranjos para a compra chinesa de aeronaves dos EUA e garantias americanas de fornecimento de motores e peças à China; (iv) criação de um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos para tratar das preocupações de cada lado.
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