A Casa Branca oficializou um acordo comercial com a China no qual o país asiático se compromete a importar, no mínimo, US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O pacto, resultado direto da cúpula de alto nível entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping realizada em Pequim, busca reverter a queda nas exportações agrícolas americanas e inclui a reabertura do mercado chinês para carne bovina e aves de estados certificados. A notícia, confirmada por fontes oficiais do governo americano, teve impacto imediato no mercado financeiro, com os futuros de grãos registrando alta na bolsa de Chicago, refletindo o otimismo com a demanda garantida para os próximos três anos.
Para garantir a implementação e mediar o acesso ao mercado, as nações estabelecerão o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China, visando gerenciar disputas e reduzir tarifas de forma recíproca. O acordo também abrange o setor industrial, com a China sinalizando a compra de 200 aeronaves da Boeing, integrando a estratégia da administração Trump para equilibrar a balança comercial. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, projeta um crescimento nas exportações como resultado direto da diplomacia entre os dois líderes, oferecendo maior previsibilidade aos produtores rurais americanos.
Analistas observam que este compromisso é um dos resultados mais tangíveis do encontro recente, embora o setor agrícola americano ainda enfrente pressões adicionais. A alta nos preços de fertilizantes, causada pelo conflito no Estreito de Ormuz, impõe desafios logísticos que podem impactar a margem de lucro dos produtores. Ao consolidar essas metas, a administração Trump busca mitigar o déficit comercial e estabelecer um novo patamar de cooperação econômica, assegurando que o agronegócio dos EUA tenha um mercado de escoamento robusto e de longo prazo em meio a um cenário global complexo.
A Casa Branca afirma que a China comprará pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA em 2026 (prorrateado), 2027 e 2028, adicionalmente aos compromissos de compra de soja assumidos em outubro de 2025. O documento não detalha quais produtos compõem o valor anual. No mesmo pacote, a China também: (i) restaurou acesso ao mercado para mais de 400 estabelecimentos de carne bovina dos EUA e se comprometeu a suspender todas as restrições remanescentes a frigoríficos americanos; (ii) retomou compras de aves dos estados americanos certificados pelo USDA como livres de gripe aviária altamente patogênica. Publicado após a cúpula Trump-Xi em Pequim.
Readout chinês das negociações sino-americanas e da cúpula Trump-Xi de 14/05 em Pequim. O MOFCOM não menciona o valor de US$ 17 bilhões nem cifra específica de compras agrícolas. Os termos divulgados pelo lado chinês são qualitativos: (i) acordo em princípio para redução tarifária recíproca sobre produtos de "escala equivalente" de preocupação mútua de cada lado; (ii) resolução ou avanço substancial em barreiras não-tarifárias e acesso a mercado para certos produtos agrícolas — detenção automática de laticínios e produtos aquáticos, barreiras fitossanitárias para plantas ornamentais, reconhecimento de Shandong como zona livre de gripe aviária, registro de estabelecimentos americanos de carne bovina e acesso de aves de certos estados dos EUA; (iii) arranjos para a compra chinesa de aeronaves dos EUA e garantias americanas de fornecimento de motores e peças à China; (iv) criação de um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos para tratar das preocupações de cada lado.
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