O impasse envolvendo o senador Ronald dela Rosa e um mandado do TPI gerou tiroteio e confronto entre forças de segurança e apoiadores no Senado.
O senador filipino Ronald dela Rosa protagoniza um impasse político após se entrincheirar no Senado para evitar o cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional. O parlamentar, que foi chefe de polícia, é acusado de crimes contra a humanidade devido à sua atuação na política de 'guerra às drogas' durante a gestão do ex-presidente Rodrigo Duterte. A situação escalou na quarta-feira, quando comandos da polícia tentaram executar a ordem judicial, resultando em disparos de arma de fogo dentro do edifício legislativo e levando o complexo a um confinamento rigoroso.
O incidente gerou cenas de pânico e correria entre os presentes no Senado de Manila. O secretário da casa, Mark Llandro Mendoza, confirmou o ocorrido à imprensa, destacando que o confronto direto surgiu quando homens armados, identificados como apoiadores do senador, tentaram impedir a ação das autoridades. O Ministro do Interior das Filipinas também corroborou a tentativa de resistência, que elevou a tensão no local. Até o momento, as autoridades não reportaram feridos ou vítimas fatais, mantendo o cerco ao parlamentar.
O episódio coloca em xeque a autoridade das instituições filipinas e intensifica a instabilidade política no país, testando os limites entre a soberania legislativa e a jurisdição internacional. Com o prédio isolado e sob forte esquema de segurança, o debate sobre a extensão da imunidade parlamentar frente a acusações de violações de direitos humanos permanece sem previsão de desfecho. Enquanto o impasse continua, a legalidade da operação policial dentro do Senado domina o cenário político nacional, com o senador mantendo sua posição de resistência.
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